Na Prática

Em épocas de fake news, onde estão os jornalistas?

Com a falência de muitos jornais escritos, as quedas de arrecadação das grandes mídias e cada vez mais busca pelo digital, onde estão os jornalistas? Queremos fazer uma discussão para saber o que o jornalista faz, e vai fazer, na era do digital. Eles ainda têm espaço?!

 

Com o uso constante e aumento do uso da internet, muitos problemas surgem, como as fake news. Se você ainda não sabe, queridinha, fake news são aquelas notícias falsas espalhadas pelas redes sociais, blogs e até agências de notícias. Elas geralmente são feitas com o objetivo de prejudicar alguém ou manipular a opinião pública. Uma maldade!

Na imagem, fake news.

 

Durante muitos anos, o jornalismo foi a forma oficial e mais confiável de levar informação à população. Os grande jornais escritos, junto às revistas e informativos eram os principais responsáveis por deixar a população por dentro de todos os babados. Mais tarde, com os adventos do rádio e da TV, essas mídias conquistaram esse espaço. Agora com a revolução digital, a internet se tornou a fonte de muita gente, sendo muitas vezes a fonte de informação em tempo real.

Na imagem, uma jornalista digita loucamente.

 

A manchete virou post. A matéria virou stories. A exclusiva virou uma live. E aí, existe lugar para o jornalista no mundo digital? Vamos conferir algumas opiniões.

 

“Os veículos tradicionais de mídia têm minguado, mas vejo que ainda há espaço para o bom jornalista, aquele se compromete com a verdade, com a transparência, com a ética. E as mesmas mídias digitais que tornam o cidadão comum um produtor de conteúdo, fortalecem os profissionais que agora têm um espaço fora das grandes mídias para fazer um bom trabalho, vendê-lo (ao público e ao patrocinador) e alcançar reconhecimento mesmo sem ter uma grande marca por trás de seu nome.

 

É difícil, no entanto, lidar com as redes, os sites, o mundo virtual de maneira geral com suas fake news e conseguir estar acima disso. A grande falha está mais na população que ainda não aprendeu a verificar se uma notícia é real ou não antes de compartilhá-la. A nós, cabe continuar produzindo conteúdo relevante, preocupados com a sociedade e ajudar a instruir as pessoas a viver na era digital entendendo que reproduzir notícia falsa pode trazer danos irreversíveis à pessoas, empresas, profissionais, etc.”

Cínthia Carla Rocha, 30 anos, jornalista e empresária.

 

 

“Vejo ainda bons caminhos para o jornalismo e o jornalista. Inclusive, bons portais de notícias tem conquistado o público, com uma visão clara de que as redes sociais têm substituído a necessidade das pessoas de se consumir notícia tradicionalmente. Mas, também vemos muitos jornais tradicionais se arrastando pra ficar vivo, as fake news dominando e o público perdendo o interesse e a credibilidade no jornalismo em si.

 

Vou dar um exemplo. Eu gostaria muito de ver, ao invés de notícias atrás de notícias sobre a Lava Jato, um conteúdo mais visual dos processos. Imagine um conteúdo digital que mostrasse os envolvidos e em que ponto está o julgamento? Com certeza, muito melhor de consumir e claro, mantendo a credibilidade do jornalismo, que por essência tem a sua função social.   

 

Então, acredito que há bastante caminhos para o jornalista, desde que ele busque a especificidade no digital. Isso significa que as características de marketing digital e do marketing de conteúdo, vão ter que começar a fazer parte do jornalismo para que a notícia chegue ao público com a credibilidade de sempre e gerando o interesse de antigamente.”   

Liandra Cordeiro, 27 anos, jornalista e redatora publicitária

 

“Sempre parti da premissa que o jornalismo deve ter é compromisso com a verdade. Por ela se pautar e se manter. O jornalista deve ter isto como meio e fim. Na busca da informação, no respeito ao informante e ao informado. Sempre será possível ser jornalista e praticar isso.

 

O jornalismo digital cabe perfeitamente neste contexto e sentido da busca pela verdade. Noticiar, informar, anunciar, comunicar. Só tem valor quando se faz respeitando a verdade da  notícia, seja qual for a ótica. As fakes já por sua vez mostram que cada vez mais se faz necessário o jornalismo. Será sempre esse o caminho para se restabelecer a veracidade dos fatos e preservar a integridade dos acontecimentos e das pessoas envolvidas.”

Regina Lopes Pereira, 54 anos, jornalista.

 

E você, o que acha? Qual sua opinião sobre o jornalismo nos tempos de fake news? Conte pra gente nos comentários.

 

Ah, e antes que a gente se esqueça!

Parabéns a todos os jornalistas pelo seu dia, em especial pra Li, nossa redatora jornalista faz tudo girl pwr! 😀 

Na imagem, Liandra, nossa jornalista redatora.

Até a próxima! 😉

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