Criar um viral não é trabalho fácil, se trata de uma ação espontânea que depende de esforços persuasivos e, principalmente, da predisposição dos internautas que, ao se identificar, se interessar, divertir, emocionar ou se surpreender com a mensagem transmitida, passam a estimular uma rede de compartilhamento que gera o viral.

Para empresas, esta é uma técnica que auxilia na visibilidade de marca e, também, de fixação da campanha em veiculação. Entretanto, nem todos os conteúdos fornecidos pelas empresas foram desenvolvidos para serem virais, simplesmente acontecem. Acidental ou não, o fenômeno tende a alavancar a demanda e, portanto, as vendas. Para isso, a organização precisa estar preparada para atender seus clientes, caso contrário poderá se marcar negativamente dentro desta onda viral.

Além disto, um viral não é necessariamente algo positivo. Existem duas vertentes: o que engaja as pessoas a militarem contra a empresa e o que faz as pessoas a apoiarem ou se divertirem junto da empresa. Tudo depende de ponto de vista, público, conteúdo e objetivo.

Colocado o assunto em pauta de discussão, nossos colaboradores resolveram dar o ar de sua graça e opinar livremente sobre o assunto.

Afinal, até onde um viral é saudável para o mundo dos negócios?

 

Um viral gera Buzz para a marca, faz as pessoas falarem sobre produto, marca, e isso entendo como ponto positivo. Acredito que o maior desafio seja controlar o conteúdo da mensagem que vai gerar o Buzz. É muito comum algo se tornar viral em cima de uma mensagem que foi desviada do seu objetivo. Como por exemplo, o caso da  “Menos a Luiza que está no Canadá”, positivo pelo Buzz gerado, porém, o objetivo da mensagem foi desviado. Dessa forma, alinhar a mensagem do viral com o objetivo da mensagem, seja gerar interação, apresentar um produto, reforço de marca, entre outros,  me parece saudável e positivo no mundo dos negócios.” – Adenilson de Souza, Diretor de Arte.

 

“Um viral pode ser saudável para o negócios desde que seu conteúdo passe uma boa imagem da empresa e tenha uma mensagem positiva.

O diferencial do viral é espalhar-se rapidamente, alcançando um grande número de pessoas. O que torna ele saudável ou não é seu conteúdo.” – Carol Morais, Atendimento.

 

“Neste sentido, a palavra “viral” refere-se a velocidade em que a informação se propaga.  É caracterizado por ser divulgado de forma epidêmica em redes sociais pré existentes, com o intuito de propagar a marca. Usar um Viral como estratégia pode ser arriscado, pois seus resultados são imprevisíveis. Quanto melhor elaborado, menor o risco de resultados negativos.” – Lariani Oliveira, Diretora de Arte.

 

“Penso que “Viral” seja sinônimo de “descontrole”.  A partir disso, acredito que a empresa que consegue criar um viral e obter ao menos algum controle sobre os seus desdobramentos, tem uma grande chance de reverter isso em resultados positivos para o seu negócio. No entanto, conseguir esse controle é extremamente difícil e o resultado de um viral descontrolado por ser a depreciação de uma marca ou produto causando danos, muitas vezes, irreversíveis ao negócio.” – Lucas Moreira, Programador.

 

“É estranho um social social ser contra um viral, mas eu realmente não curto. Me julguem.

Primeiro, porque viral é instantâneo e tem um período muito curto de relevância. Para engajamento e buzz é excelente, mas e para o posicionamento e lembrança de marca?

Segundo, pois quase sempre passa a mensagem errada. Lembra daquela brincadeira de telefone sem fio? A chance do objetivo de tudo se perder é muito grande, e isso é um risco que deve ser muito bem calculado na hora de traçar o plano estratégico.

No fim das contas, sou a favor do conteúdo bem planejado, bem construído, amarrado a ações posteriores que não vão deixar a peteca cair assim que o próximo meme surgir. Aliás, nem seria viral, mas um esforço apelativo exagerado construído com excelência para envolver o target e mantê-lo ali, debaixo da sua asa.

A grande sacada da coisa é muito além do simples despertar de interesse.” – Mariana Moura, Social Media.

 

“Ele é saudável quando gera buzz positivo para a marca e não deprecia público ou empresa. É uma situação delicada quando o meme é um bullying. Mas, caso seja algo positivo e a marca consiga agregar valor para si utilizando o meme, com certeza é muito saudável para si e todos os seus seguidores. Principalmente quando o público-alvo é mais jovem, pois vai entender a piada. Em caso de públicos conservadores e pessoas não tão antenadas, pode parecer deslocado.” – Renato Lopes, Redator.

E você, até onde acha que um viral é saudável para o mundo dos negócios? Comente aqui, ou na nossa página do Facebook. Está rolando maior bate-papo por lá. Vem também!