Influenciadores são cada vez mais utilizados nas estratégias de marketing digital das empresas. Geralmente eles fazer merchandising dentro do seu conteúdo, divulgando para os seus seguidores os produtos e serviços de uma empresa. Muita coisa se diz por aí, mas nem tudo é verdade.

Neste texto vamos falar sobre 5 mitos do marketing de influência e porque você não deve acreditar neles. Eles foram inspirados pela série de textos que tratam disso no Influency.me. Se liga nas dicas para não fazer feio na hora de pensar na sua estratégia.

 

#1 Influenciador é garoto-propaganda

Diferente do que se pensa, as duas coisas são coisas distintas, ainda que um influenciador possa eventualmente se tornar garoto propaganda. Mas, vamos às diferenças.

 

Garoto propaganda: pessoa que empresta sua imagem para uma determinada marcar usá-la em suas propagandas. É como eles usam atores, músicos e outros artista para gravar os seus comerciais.

O ator Carlos Moreno foi garoto propaganda da Bombril por anos, criação da DPZ, em 1978.

Na imagem, Carlos Moreno, garoto propaganda da Bombril.

Influenciador: parceiro que estabelece uma relação com a marca, de forma que seja boa para ambos os lados: ele e a marca. É o famoso ganha-ganha.

Alguns influenciadores, principalmente os ligados à moda, sempre indicam produtos que ajudam na sua rotina, como a Flavia Pavanelli e sua cinta modeladora.

Na imagem, Flavia Pavanelli, influenciadora digital, usando cinta e divulgando a marca.

 

Funciona assim: a marca indica como o garoto propaganda deve divulgá-la, e o influenciador demonstra seu amor de maneira mais pessoal. Os dois combinam como fazer da melhor forma, para ser algo orgânico e não parecer artificial para os seguidores do influenciador.

Outra coisa que é preciso ter em mente é que nem todo artista é um influenciador e nem todo influenciador é um artista ou celebridade. O influenciador geralmente é uma pessoa que tem um público próprio nos seus canais de conteúdo, não necessariamente os grandes meios.

 

#2 Marcas não influenciam pessoas

Já parou pra pensar de onde surgiu o Papai Noel como conhecemos? Ele é baseado no santo católico Nicolau, que era de uma região fria da europa. O que acontece é que a Coca Cola reutilizou a história e colocou uma roupa vermelha e branca no bom velhinho. Então, meu amigo, desde pequenos somos influenciados por marcas.

Na imagem, o papai noel criado pela Coca-Cola, prova de que marcas influenciam pessoas.

 

Lembra que o cigarro era sinônimo de saúde até meados dos anos 90? Depois que as propagandas do produto foram proibidas pelo mundo, o consumo caiu muito. E o que dizer dos novos celulares que ditam padrões e regras para diversas marcas e costumes sociais.

É, não tem escapatória. Elas influenciam sim! Você sabe que uma marca tem poder de influência, quando consegue fazer seu conteúdo se espalhar por canais e lugares além do seu controle. E a parceria com influenciadores ajuda muito nisso.

 

#3 Marketing de influência, só pagando

Isso não é algo que possa se generalizar. Algumas ações podem ser feitas de forma remunerada, enquanto outras podem acontecer apenas na base do relacionamento puro e simples. As duas são possibilidades a serem analisadas e formas correntes de realizar a parceria. Isso depende muito da conversa e o que é combinado entre ambos os lados.

O certo é que o influenciador tem que receber algum tipo de recompensa. Que pode ser tangível (dinheiro, produto ou serviço, pagamento por venda ou lead, ou engajamento) ou intangível.

Na imagem, Evaristo Costa falando sobre a promoção descomplica do Pontofrio no seu Twitter.

O importante é que a mensagem siga os padrões do conteúdo para não se tornar artificial e alcançar bons resultados. Elogios não-remunerados tem mais valor e peso do que o que é motivado por pagamento.

Na imagem, Evaristo Costa fazendo um meme com a música Paradinha, da Anitta, que também ajuda a divulgar a cantora.

 

 

#4 Celebridade não pode ser influenciador

Como já falamos no primeiro item, influenciador não é celebridade, ainda que uma celebridade possa virar um influenciador. Influenciador tem seu público cativo, criado pelo seu canal de conteúdo, tem seguidores virtuais. Celebridade é fruto das grandes mídias analógicas, como TV, rádio, jornal, revistas, etc. Influenciador nasceu online, celebridade no offline.

Lembra da Mari Moon? Ela era uma blogueira famosa dos anos 2000 que ganhou fama, chegando até a ganhar programas em redes de televisão, como a MTV.

Na imagem, Mari Moon, apresentando um programa na MTV.

 

E o Jovem Nerd, codinome do Alexandre Ottoni, que apareceu até em campanha para o Santader?

 

 

O influenciador pode falar de diversas marcas de diferentes áreas, já que a mensagem dele é o seu conteúdo. A celebridade acaba se tornando a voz da marca ao falar dela. A questão que incomoda e confunde, é que existem certas personalidades híbridas. Ou seja, celebridades que consegue conquistar um público no digital e viram influenciadores. E influenciadores que se tornam as vozes de algumas marcas e viram celebridades.

O Padre Fábio de Melo, por exemplo, é uma celebridade influenciadora. Já acompanhou o twitter dele? Tem assuntos de inspiração, reflexão, e piadas sobre trabalho.

Na imagem, o Padre Fábio de Melo falando sobre exaustão no trabalho, um conteúdo diferente do esperado pela sua figura católica, porém cativante.

Os influencers podem ser divididos em influenciadores e microinfluenciadores. Não é preciso ter milhões de seguidores para ser um influenciador. É preciso ter um público que acompanha e que realmente escuta o que esse influenciador fala. Muitas vezes o público dos micros acabam sendo muito fiéis e dão resultados mais certos. São pontos a se pensar.

 

 

#5 Marketing de Influência, só para consumidor final

Quando eventos de games, tecnologia e cultura geek chama influenciadores como Jovem Nerd, não é só para chamar o público final. Muitos empresários, donos de empresas e indústrias são influenciados e se interessam em anunciar e participar do evento. Tanto que a cada ano, mais empresas participam de feiras como a Brasil Game Show, Comic Con Experience, YouPix, entre outros.

O trabalho com influenciadores no B2B, gera e incrementa a autoridade, permite criar e espalhar conteúdo de caráter editorial e potencializa o alcance da mensagem. É importante ter ciência de que é um trabalho diferente e bem focado em nichos. Todo mundo é influenciado por alguém, basta achar quem é que seu público segue.

 

Como pudemos ver, o marketing de influência é uma ferramenta importante no marketing digital e deve ser bem analisado e utilizado da forma correta com o seu público. Não basta usar um famosinho do Instagram, é preciso ser alguém relevante para as pessoas que você quer falar e que você tenha conteúdo interessante.

 

E aí, já está pensando em como usar um influenciador a seu favor?

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